
As fotos foram feitas na intimidade de suas casas e do cotidiano. Eles abriram suas portas e me contaram suas histórias, suas diferentes maneiras de viver, os obstáculos, as mudanças e os objetivos. Nem todos eram brasileiros, mas tinham algo em comum: uma meta, um sonho. Ninguém aceita mudar drasticamente, por conta própria, sem acreditar que valerá a pena o sacrífico. Passávamos horas juntos; e em alguns momentos pedia para que fingissem que eu não estava ali para que os cliques ficassem o mais natural possível. Para finalizar, sempre fazia a foto chave: um retrato simples, branco e preto, que transbordava sentimento, seguindo o padrão de luz natural e sombra, bem marcado. Dessa ideia também surgiu o projeto Close Up Saga.
Mil Maneiras é apenas a primeira etapa de um longo projeto, é o começo de uma série de retratos de vidas que visa expandir a empatia e o respeito pela história do próximo, tentando romper o preconceito exibindo que existem milhares de maneiras de se viver e nenhuma elas é certa ou errada, menos ou mais honrosa, apenas diferente. Afinal todos estamos dentro do mesmo e imenso barco cujo rumo é um objetivo em comum: não querer que ele afunde no meio do caminho.





















